O Brasil está a investigar um caso supeito do novo coronavírus em Belo Horizonte. A doente tem 35 anos e, segundo o portal G1, esteve recentemente em Xangai, na China. Nesta altura, as autoridades de saúde de Minais Gerais aguardam os resultados dos exames laboratoriais que poderão confirmar ou descartar a suspeita. 

Segundo a imprensa brasileira, o caso foi identificado na terça-feira em Belo Horizonte, tendo a doente chegado à cidade no dia 18 de janeiro, vinda da China.

Tendo em vista o contexto epidemiológico atual do país onde a paciente esteve, foi considerada a hipótese de doença causada pelo novo coronavírus, que é microorganismo de alerta sanitário internacional, considerando o potencial pandémico com alto risco à vida e impacto assistencial", lê-se num comunicado da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais. 

O G1 adianta que os sintomas da mulher, que está internada no Hospital Eduardo de Menezes, em Belo Horizonte, são compatíveis com uma doença respiratória viral aguda. De momento, a doente encontra-se estável e não corre risco de vida.

O número de mortos causado pelo novo coronavírus na China subiu entretanto para 17. O novo balanço foi divulgado esta quarta-feira pela televisão estatal chinesa.

Os 17 mortos foram registados na província de Hubei, onde se localiza a cidade onde o surto teve origem, Wuhan. O anterior balanço dava conta de nove mortos nesta província. 

O governo de Hubei indicou ainda que foram confirmados 444 casos de infeção só nesta província chinesa.

O surto começou em meados de dezembro e acredita-se que teve origem animal, no mercado de Wuhan. A pneumonia viral alastrou-se a outras regiões como Guangdong, Pequim, Xangai e até Macau e Hong Kong.

Entretanto já foram registados casos de infeção no Japão, na Tailândia, em Taiwan, na Coreia do Sul e mais recentemente nos Estados Unidos.

Os números alimentam receios sobre uma potencial epidemia, semelhante à da pneumonia atípica, ou Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), que entre 2002 e 2003 matou mais de 700 pessoas em vários países asiáticos como a China. As análises genéticas mostram que este novo vírus é mais próximo do vírus do SARS do que qualquer outro coronavírus humano.