O polícia britânico, de 48 anos, que assumiu em junho ter raptado, violado e estrangulado até à morte Sarah Everard, ficou esta quinta-feira em prisão perpétua.

Após dois dias em tribunal, Wayne Couzens ficou a conhecer qual a sentença a que ficaria sujeito.

Esta quinta-feira, no banco dos réus, a hipótese mais provável foi a que acabou por se confirmar: a de que o homicida enfrentará uma pena de prisão perpétua.

A defesa do Wayne tentou contrariar a decisão do juiz, alegando que o ex-polícia não se encontra bem psiquicamente e avançando que não seria justa, por isso, a ordem de prisão vitalícia.

Jim Sturman argumentou que Couzens não deveria ser condenado a perpétua por se encontrar num estado de depressão avançado, por ter admitido a prática do crime e ainda por não ter qualquer registo criminal anterior por violência.

A defesa do arguido lembrou ainda que havia motivos para "se dar uma oportunidade ao réu para se redimir”. Apesar disso, o juiz foi perentório na sua decisão. "Sarah foi vítima de uma série de circunstâncias grotescas", disse.

De lembrar que este foi um crime com várias condicionantes que agravaram a acusação de Wayne, uma vez que, para além de ter detido a mulher de forma ilegal, a algemou, sequestrou, violou e ainda estrangulou até à morte. 

Couzens junta-se agora a uma lista de cerca de 60 reclusos em Inglaterra e no País de Gales, que cumprem pena de prisão perpétua.

O caso de Sarah Everard

O caso remete-nos a 3 de março, quando Sarah Everard seguia para casa e foi abordada pelo polícia britânico Wayne Couzens que, alegando uma operação relacionada com a covid-19, a algemou e deteve de forma ilícita.

Depois, levou a mulher para uma floresta em Kent, onde a violou e estrangulou até à morte. Seguiu-se a carbonização do cadáver.

O corpo de Sarah acabou por ser encontrado uma semana depois, nesse mesmo local, e o agente de autoridade foi acusado pelo sequestro e homicídio da mulher.

No entanto, apesar de haver imagens de videovigilância que mostravam o momento da detenção, apenas meses depois confessou que tinha estado com Sarah e que era o responsável pelo crime hediondo que viria a chocar o Mundo e a levar multidões às ruas a manifestarem-se por Sarah.