As autoridades de saúde dos Estados Unidos anunciaram no domingo a morte de um segundo paciente devido ao novo coronavírus, um dia depois de ter sido registada a primeira vítima mortal no país.

A vítima é um homem de 70 anos, com problemas de saúde que o tornavam num paciente de risco, apontou o Departamento de Saúde Pública do Condado de King, em Seattle, no estado de Washington.

No sábado, as autoridades tinham anunciado a morte de um homem, com cerca de 50 anos, cuja saúde já era frágil antes mesmo de contrair o vírus.

As duas mortes ocorreram no estado de Washington, na costa oeste do país.

O anúncio da segunda morte nos Estados Unidos aconteceu horas depois de o governador de Nova Iorque, Andrew Cuomo, ter informado que foi detetado o primeiro caso de Covid-19 no estado.

Descobrimos o primeiro caso positivo de coronavírus no estado de Nova Iorque. A paciente, uma mulher de 30 anos, contraiu o vírus enquanto viajava no Irão, estando atualmente em isolamento em casa."

“Não está em estado considerado grave e está num uma situação controlada desde que chegou a Nova Iorque", acrescentou Cuomo.

"Não há motivo para ansiedade indevida: o risco geral permanece baixo em Nova Iorque", garantiu o responsável.

No mesmo dia, o Departamento de Saúde do estado vizinho de Rhode Island relatou o primeiro caso de coronavírus na região, que foi confirmado pelas autoridades locais e está pendente de ratificação pelo Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA.

Segundo as autoridades locais, o infetado de Rhode Island, de cerca de 40 anos, viajou para a Itália em meados de fevereiro e está a receber tratamento num hospital norte-americano.

Os números mais recentes do CDC indicaram a existência de 23 infetados pelo novo coronavírus nos Estados Unidos.

A epidemia de Covid-19, que teve origem na China, em dezembro de 2019, já infetou mais de 86 mil pessoas em 53 países de cinco continentes, das quais morreram cerca de três mil.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o surto de Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional e aumentou o risco para “muito elevado”.

/ SS