O procurador da República de Paris, Rémy Heitz, anunciou que foram detidos três suspeitos, todos da mesma família, na sequência da investigação à explosão de uma bomba artesanal, no centro de Lyon, na sexta-feira, segundo o Le Figaro.

O primeiro suspeito é um homem de 24 anos, que foi detido esta segunda-feira, por volta das 09:55 (hora local), ao sair de um autocarro, num bairro de Lyon.

De acordo com o jornal francês, o suspeito já estava a ser vigiado pelas autoridades desde domingo. Acabou por ser detido em Lyon e vai ser agora transferido para Paris para ser interrogado.

Trata-se de um estudante de ciência da computação, de nacionalidade argelina. 

As autoridades estão a fazer buscas na casa do jovem de 24 anos, m Oullins, perto dos subúrbios de Lyon, com o suspeito presente.

Foi também detido um segundo suspeito, anunciou o autarca de Lyon, Gerard Collomb, em declarações à BFMTV. De acordo com o Figaro, que cita fonte policial, é um menor, irmão do primeiro suspeito. O detido, também de nacionalidade argelina, estuda no Lycée Ampère, em Lyon.

O procurador da República de Paris anunciou ainda a detenção de uma mulher, a mãe dos dois suspeitos.

Inicialmente, o ministro do Interior francês, Christophe Castaner, anunciou, através do Twitter, a detenção de um suspeito, sem avançar mais pormenores.

Recorde-se que a explosão aconteceu na rua Victor Hugo, uma rua pedonal, junto a uma padaria/pastelaria, e fez, pelo menos, 13 feridos, entre eles uma menina de oito anos.

Na altura, as autoridades afirmaram que foi usada uma bomba artesanal, que continha parafusos e pregos.

No momento do incidente, o presidente Emmanuel Macron, que concedia uma entrevista a um jovem youtuber francês, referiu-se ao incidente como um "ataque", que "não causou vítimas mortais", mas sem querer alongar-se em mais comentários sobre o sucedido.

A investigação foi assumida pela secção antiterrorista do Ministério Público de Paris.

As autoridades seguiram a pista de um homem, que circulava de bicicleta e que ali terá colocado o pacote suspeito.

A polícia revelou a imagem do possível autor do ataque e deixou um contacto para as pessoas ligarem caso tivessem alguma informação que possa ser crucial à investigação.

O ministro francês do Interior, Cristophe Castaner, chegou a pedir o reforço da segurança em locais públicos, nomeadamente aqueles onde possam ocorrer eventos desportivos, culturais e religiosos.

Emmanuel Macron utilizou a rede social Twitter para lamentar o sucedido e demonstrar apoio aos familiares das vítimas.