A Coreia do Norte descreveu como "histórico e extraordinário" o encontro no domingo entre o líder norte-coreano, Kim Jong-un, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na zona desmilitarizada entre as duas Coreias.

De acordo com a agência oficial norte-coreana KCNA, os dois líderes decidiram, após um breve encontro de 50 minutos, "retomar e prosseguir discussões produtivas para alcançar mais progressos no processo de desnuclearização da península coreana".

Kim e Trump discutiram "questões de interesse mútuo que se tinham tornado obstáculos à resolução destes problemas", indicou a mesma agência.

A KCNA escreveu ainda que o líder norte-coreano elogiou as "boas relações" com Trump, acrescentando que estas "produziriam resultados que os outros não podiam prever".

Para o analista Shin Beom-chul, ouvido pela agência de notícias France-Presse (AFP), o comentário da KCNA é "propaganda típica norte-coreana que glorifica Kim Jong-un".

O objetivo é restaurar a imagem de Kim, danificada ao voltar de mãos vazias da cimeira de Hanói", em fevereiro deste ano.

No final do encontro de domingo, também Donald Trump disse que os dois países vão iniciar reuniões de trabalho "nas próximas três semanas" sobre o processo de desnuclearização.

Apesar deste passo, o presidente norte-americano disse que as atuais sanções à Coreia do Norte vão continuar em vigor. Trump acrescentou ter convidado o líder norte-coreano a visitar os Estados Unidos.

Trump tornou-se no primeiro presidente dos Estados Unidos em funções a entrar em solo da Coreia do Norte, depois de um aperto de mãos com Kim Jong-un.

Este foi o terceiro encontro entre os presidentes dos dois países, depois da cimeira histórica de Singapura em junho de 2018 e o encontro de Hanoi em fevereiro passado.

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