Portugal levantou esta quinta-feira a suspensão da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca. Os professores e os auxiliares das escolas são o principal grupo a receber esta vacina, tendo visto o início da vacinação de grupo adiada, estando esse início agora marcado para o fim de semana de 27 e 28 de março.

Para Manuela Ferreira Leite, o plano de vacinação que está a ser colocado em prática em Portugal começou por definir prioridades "lógicas".

A primeira prioridade era salvar vidas. Depois começar pelo pessoal de saúde", explicou.

A comentadora da TVI24 entende que esse mesmo plano se começou a "deslaçar", nomeadamente quando os professores foram incluídos nos grupos prioritários.

Manuela Ferreira Leite entende que o controlo do vírus no meio educativo deve ser feito através da testagem, e não da vacinação: "[a prioridade dos professores] é talvez o caso mais numeroso e que tem menos sentido. Se a prioridade é salvar vidas não se pode perceber que se vacine um professor".

A analista lembra que caso esse docente tenha algum problema de saúde, provavelmente estará de baixa, e não na escola, pelo que não correrá risco de contágio no meio profissional.

A profissão não pode ser critério de seleção para algo que é escasso, que deve ser escalonado no tempo e que tem prioridades", afirmou.

Questionada sobre qual entende ser a razão para a priorização dos professores, Manuela Ferreira Leite refere que a razão será política, aludindo à força sindical da classe dos professores.