No espaço de comentário “Global”, deste domingo, no Jornal das 8 da TVI, Paulo Portas congratulou Tolentino Mendonça, que será elevado a cardeal no dia 5 de outubro, e afirmou que “o Papa tem estado atento à Igreja portuguesa e a Portugal”.

O comentador da TVI garantiu que Francisco “está a preparar a sua sucessão” e que o padre português pode estar na lista de eleitos da Igreja Católica.

No padre Tolentino, o que mais me impressiona é o dom da simplicidade que tem, igual ou proporcional ao saber”, referiu.

Paulo Portas falou ainda sobre um fator que tem distinguido Francisco dos demais papas até à data: antes 99% dos cardeais eram europeus, agora, há mais cardeais de fora do que europeus, sobretudo da América Latina e Central, “acompanhado as tendências do mundo”.

Por essa razão também, o Papa visitou Moçambique, apelando à reconciliação e criticando a corrupção no país.

No plano internacional, Paulo Portas voltou a falar sobre a o Brexit, garantindo que “nunca se chegou a um impasse tão absoluto no Reino Unido como o de agora”. Isto porque Boris Johnson não quer pedir um adiamento da saída da UE, o parlamento britânico não quer sair sem acordo e a oposição não quer ir a eleições porque tem medo de perder.

Um receio fundamentado, uma vez que as sondagens garantem que, se houvesse eleições neste momento, Boris Johnson ganhava com uma vantagem de 10 ou 14 pontos.

Também no Reino Unido se passou mais um caso polémico. A casa da moeda britânica recusou fazer uma moeda comemorativa dos 50 anos da morte da escritora Enid Blyton, autora de “Os cinco”, “Os sete” e “Noddy”, por considerar que a escritora era racista e xenófoba. Algo que, para Paulo Portas revela que “o mundo está atacado de idiotia”.

A censura começa e nunca se sabe onde acaba”, concluiu.

Já sobre a crise política atual em Itália, o comentador da TVI diz que se está a assistir “um suicídio em direto no verão”, uma vez que os dois partidos que se aliaram para formar governo “são os aliados menos naturais”.

Também sobre Itália, houve ainda tempo para falar sobre o festival de cinema de Veneza, que, para o comentador da TVI, “teve alguma coragem nas decisões que tomou”, como considerar como melhor filme “Joker” e premiar Polanski.