O número de óbitos associados à covid-19 deve começar a baixar na próxima semana, indicou esta quinta-feira o primeiro-ministro, António Costa, com base em “relatórios prospetivos” de especialistas, apesar de admitir que as previsões “são muito incertas”.

Aquilo que os relatórios prospetivos indicam é que, provavelmente, na próxima semana já começaremos a diminuir o número de novos óbitos, mas essas previsões são muito incertas e aquilo que temos de trabalhar é para evitar novos casos, novos internamentos e novos óbitos, porque cada vida é em si única e insubstituível. E é uma perda absoluta, sejam 90, 80 ou 10. Temos de fazer tudo para travar esta pandemia e evitar o número de óbitos”, frisou.

Em declarações aos jornalistas por videoconferência no briefing após o Conselho de Ministros realizado para avaliar as medidas restritivas para a quadra natalícia, o chefe de governo recorreu também aos pareceres técnicos para explicar por que o número de mortos continuar elevado quando o número de novos casos e de internamentos já está em queda face às últimas semanas.

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Aquilo que os especialistas têm indicado é que costuma haver uma dilação temporal entre o período onde deixamos de aumentar o número de novos casos. A seguir, passamos à fase em que começa a diminuir o número de internamentos. Só depois, finalmente, atingimos esse momento mais ansiado, em que podemos começar a diminuir o número de novos óbitos”, observou António Costa, num dia em que Portugal contabilizou mais 87 mortes relacionadas com a covid-19 e 4.320 novos casos de infeção.

O boletim epidemiológico da DGS de hoje revelou também que estão internadas 3.142 pessoas, menos 39 do que na quarta-feira, das quais 494 em cuidados intensivos, mais oito.

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 5.902 mortes e 362.616 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2, estando hoje ativos 69.686, mais 9247 em relação a quarta-feira.