A porta-voz do PAN, Inês de Sousa Real, foi ameaçada de morte nas redes sociais, denunciou a própria, nesta quinta-feira. Em entrevista na TVI24, a política lembra que esta não é a primeira vez que algo do género acontece, mas entende que o facto de ter assumido a liderança do partido, nomeadamente por ser mulher, "as ofensas ou injúrias de antes, a adjetivação das mesmas, vão sempre para caraterísticas amorais, de uma baixa vulgaridade que é absolutamente inadmissível.

Ontem [dia 15 de setembro], quando cheguei a casa, deparei-me com uma mensagem de ameaça de morte se não me calasse", explica.

Recordando casos de bullying através da Internet que afetam sobretudo a população mais jovem, Inês de Sousa Real diz que esse é um cenário que também existe perto das mulheres que estão na cúpula partidária.

Questionada sobre qual o real perigo de se exercer a atividade política atualmente, a líder do PAN fala num "caminho perigoso", sobretudo devido a uma deriva populista que tem vindo a crescer: "Não é um caminho que reforça a democracia nem a segurança das pessoas", diz, falando em episódios recentes, como o caso das ameaças de negacionistas ao presidente da Assembleia da República.

Ninguém tem o direito de ameaçar a minha integridade física, de me ameaçar como mulher", acrescenta.

De resto, esse tipo de ameaças, bem como aquelas de que foi alvo o vice-almirante Gouveia e Melo, estão já a ser investigadas pela Polícia Judiciária, numa notícia que a TVI avançou em primeira mão.

António Guimarães