As campanhas eleitorais para as Presidenciais, marcadas para 24 de janeiro, vão custar pelo menos 991 mil euros. De acordo com os planos das sete candidaturas, João Ferreira é o que conta gastar mais, com um valor global de 450 mil euros.

Entre os valores já conhecidos, Marisa Matias anunciou que a campanha pode custar mais de 250 mil euros, enquanto o líder do Chega, André Ventura, tem 160 mil euros orçamentados e a ex-eurodeputada do PS Ana Gomes assumiu ter despesas previstas de até 50 mil.

Já Vitorino Silva aparece no fim da lista, com uns modestos 16 mil euros. Também o atual chefe de Estado anunciou ficar-se pelos 25 mil euros e o candidato da Iniciativa Liberal, Tiago Mayan, um valor "abaixo de 40 mil euros".

Marcelo prevê gastar 25 mil euros na campanha 

O Presidente da República recandidato ao cargo prevê gastar 25 mil euros numa campanha eleitoral sem cartazes, comícios, espetáculos ou brindes.

Tenciono não gastar mais do que isso", declarou o atual Presidente.

De acordo com o documento entregue no Tribunal Constitucional, a maior parte dos gastos serão com "custos administrativos e operacionais", no valor de 16 mil euros. O candidato estima gastar 3.500 euros em "propaganda, comunicação impressa e digital", 1.500 euros com a "conceção da campanha, agências de comunicação e estudos de mercado ".

João Ferreira com orçamento 18 vezes superior a Marcelo 

A candidatura presidencial de João Ferreira, apoiada pelo PCP, anunciou um orçamento de campanha 18 vezes superior ao do recandidato Marcelo Rebelo de Sousa.

Este orçamento, que como se sabe é uma previsão que procura incluir todas as possibilidades e que vai sempre além dos valores das despesas efetivas, apresenta um valor global de 450 mil euros", lê-se no texto do candidato comunista.

Segundo João Ferreira, o referido orçamento "corresponde a uma campanha que, mesmo nas atuais circunstâncias, exige contacto com os trabalhadores e as populações e o envolvimento de todos em ações de esclarecimento e mobilização para o voto", pois "os cidadãos não são meros assistentes ou espetadores e devem ser participantes e isso envolve, ainda mais na atual situação, despesas que permitam uma ampla informação, contacto e participação".

Ana Gomes prevê gastar 50 mil euros em "orçamento baixo, mas realista"

A candidata presidencial Ana Gomes anunciou esta quarta-feira que o orçamento da sua campanha ao Palácio de Belém ronda os 50 mil euros, sublinhando haver um limite de até 100 euros por contribuinte individual.

Apresentámos um orçamento baixo, mas realista. Somos a única campanha - de que eu tenha conhecimento - que, ao contrário do previsto na lei - que permite contribuições individuais até 26 mil euros -, a minha tem um limite de até 100 euros por pessoa”, afirmou.

Segundo a antiga dirigente socialista, “tudo será rigorosamente controlado através de uma referência multibanco”.

André Ventura com mais do triplo do orçamento de Ana Gomes 

O orçamento da campanha eleitoral à Presidência da República do líder do Chega ascende a 160 mil euros, segundo documento oficial, mais do triplo do anunciado pela sua adversária Ana Gomes.

A estrutura do deputado único do partido da extrema-direita parlamentar prevê gastar 25 mil euros só na “conceção da campanha, agências de comunicação e estudos de mercado” e valor semelhante em “propaganda, comunicação impressa e digital”.

“Estruturas, cartazes e telas” são um item que vai implicar custos de 50 mil euros, enquanto 20.000 euros são destinados a “comícios e espetáculos”, prevendo-se ainda mais 20.000 euros para “brindes e outras ofertas”.

Ainda segundo o documento, as maiores fontes de financiamento da campanha de Ventura são “contribuição de partidos políticos (25 mil euros), “angariação de fundos” (25 mil euros) e “donativos” (100 mil euros), mas o documento não identifica nomes ou entidades.

Campanha de Marisa Matias pode custar mais de 250 mil euros 

A candidata presidencial apoiada pelo Bloco de Esquerda, Marisa Matias, prevê gastar até 256 mil euros na campanha eleitoral, que será adaptada às “exigências da pandemia”.

A candidatura sublinhou que este é “um valor significativamente abaixo do que entregou há cinco anos” que foi de cerca de 454 mil euros, sublinhou a candidatura.

Tino de Rans é o mais poupado

“Tino de Rans”, ou Vitorino Silva, planeia usar apenas 16 mil euros na sua campanha, sendo que só 10 mil serão em dinheiro.

 Tudo o resto é em géneros porque vou usar o meu carrito, vou dormir em casa de amigos, nalgumas zonas do país, mas vai ser tudo apontado e contadinho, quilómetro a quilómetro, refeição a refeição”, explicou. 

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Rafaela Laja