A Agência Europeia do Medicamento recomenda, nesta segunda-feira, a toma de uma terceira dose da vacina contra a covid-19 da Pfizer e da Moderna a doentes com sistemas imunitários "severamente enfraquecidos".

A recomendação do regulador europeu surge na sequência de estudos que mostram que uma terceira dose "destas vacinas" aumenta a capacidade de produção de anticorpos contra o SARS-CoV-2 em pacientes transplantados com sistemas imunitários mais frágeis.

O comité de medicamentos para uso humano (CHMP na sigla original) defende, ainda, que essa terceira dose deve ser dada "pelo menos 28 dias após a segunda dose", não sendo necessário aguardar seis meses.

Embora não haja evidência direta de que a capacidade de produzir anticorpos nestes pacientes os protegeu contra a covid-19, espera-se que a dose extra aumente a proteção pelo menos em alguns pacientes. A EMA continuará a monitorizar todos os dados que surgirem sobre a eficácia das vacinas", sublinha o regulador.

A Agência Europeia do Medicamento lembra, também, que, "a nível nacional", os países "podem emitir recomendações oficiais sobre a toma de doses de reforço, tendo em conta os dados de eficácia que vão sendo conhecidos e os dados de segurança limitados".

O risco de doenças cardíacas inflamatórias ou outros efeitos colaterais muito raros após um reforço não é conhecido e está a ser monitorizado cuidadosamente. Tal como acontece com todos os medicamentos, a EMA continuará a analisar todos os dados sobre a segurança e eficácia da vacina", conclui.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde atualizou, no início de setembro, as normas para administrar uma terceira dose adicional da vacina a imunodeprimidos com mais de 16 anos, como transplantados, seropositivos e doentes oncológicos.

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Dose de reforço da Pfizer “pode ser considerada” para maiores de 18 anos

A Agência Europeia de Medicamentos adiantou, ainda, que doses de reforço da vacina da Pfizer “podem ser consideradas” para pessoas com mais de 18 anos, após seis meses da segunda dose, para aumentar os anticorpos.

O comité de medicamentos humanos da EMA avaliou dados sobre a Comirnaty [nome comercial da vacina da BioNTech/Pfizer] que revelam um aumento nos níveis de anticorpos quando uma dose de reforço é dada aproximadamente seis meses após a segunda dose em pessoas de 18 a 55 anos de idade e, com base nestes dados, concluiu que as doses de reforço podem ser consideradas pelo menos seis meses após a segunda dose para pessoas com 18 anos de idade ou mais”, indica a EMA em comunicado de imprensa.

 

Catarina Machado