Um dos dois agentes da PSP detidos no caso do furto das pistolas Glock ficou em prisão preventiva, segundo disse à agência Lusa o advogado.

Santos Oliveira, advogado dos dois agentes da PSP, indicou que um dos seus clientes ficou em prisão preventiva e o outro com termo de identidade e residência, a medida de coação menos gravosa.

Ontem, o mesmo advogado afirmou, à saída do tribunal, que, um ano e meio após o desaparecimento das Glock e dois processos disciplinares, “não há uma alteração factual". Quis com isso dizer que não percebe porque é que os seus clientes foram detidos.

Os meus clientes eram os armeiros, foram eles que deram conta que o armeiro não estava em condições de segurança, avisaram as chefias. A pergunta principal é porque estão aqui os dois”.

Hoje, deu ainda a indicação de que outros cinco arguidos no mesmo processo ficaram sujeitos a apresentações periódicas às autoridades.

Nove pessoas foram detidas na quarta-feira na sequência da operação “Ferrocianeto” relacionada com o furto de armas na direção nacional da PSP, ocorrido em 2017, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR).

De acordo com uma nota da PGR, três das detenções foram efetuadas em cumprimento de mandados de detenção emitidos pelo Ministério Público e quatro em flagrante delito.

Duas pessoas foram detidas por posse de objetos proibidos, não estando as detenções relacionadas com o inquérito sobre o furto das 57 armas Glock retiradas da direção nacional da PSP, em 2017.

Sete dos arguidos, incluindo os dois polícias, começaram a ser interrogado na sexta-feira no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa.