As técnicas que elaboraram os relatórios sociais da morte de Diogo Gonçalves, jovem assassinado no Algarve em março de 2020, encontraram vestígios de ADN de outro homem na faca utilizada para desmembrar a vítima.

A informação consta do relatório da Polícia Científica da Polícia Judiciária, que não conseguiu identificar a pessoa em questão.

Recorde-se que as principais suspeitas do caso são Mariana Fonseca e Maria Malveiro, que respondem em tribunal pelo assassinato do jovem.

Esta quarta-feira, em tribunal, a advogada de Maria Malveiro, Tânia Reis, mostrou-se indignada com o facto de esta prova ter sido apresentada no dia das alegações finais. Por sua vez, João Grado, representante de Mariana Fonseca, afirmou que esta nova prova não deve alterar o rumo do caso.

O Tribunal de Portimão suspendeu assim por 10 dias úteis o julgamento das duas mulheres acusadas em coautoria da morte de um homem em 2020, no Algarve, para que seja analisado um relatório policial de perícia de ADN.

O prazo foi requerido por Tânia Reis, advogada de defesa de Maria Malveiro, depois de o tribunal ter dado conhecimento da entrada, na terça-feira, de um relatório de perícia judicial que foi junto aos autos.

O documento avança nas conclusões que, da análise a uma das navalhas, foi obtido “um perfil de maior contribuidor idêntico ao perfil de Maria Malveiro”.

Numa outra navalha, foi encontrado “um perfil de maior contribuidor, proveniente de individuo do sexo masculino, que não tem identidade com o perfil de Diogo Gonçalves [a vítima], nem com o perfil obtido noutros itens” analisados.

Segundo o relatório, num dos itens foi obtido um perfil de mistura de mais de um indivíduo, da qual não podem ser excluídas Maria Malveiro e Mariana Fonseca, e o mesmo perfil masculino não identificado.

O documento refere ainda que “os resultados obtidos e que não foram identificados serão alvo de estudo comparativo” quando forem enviadas amostras de referência dos intervenientes.

O julgamento foi entretanto suspenso, tendo sido remarcado para as 09:15 de 13 de abril.

Patrícia Manguito