A Direção-Geral da Saúde confirmou, nesta sexta-feira, que a linha SNS24 (808242424) já recebeu três chamadas de utentes oriundos da China, com sintomas suspeitos de serem o coronavírus, que já matou 26 pessoas.

O último contacto telefónico foi "na última noite", adiantou, ainda, a diretora-geral da saúde, Graça Freitas.

Já tivemos três chamadas, três casos possíveis, um deles esta noite, de pessoas que tinham preocupação perantes sintomas e vinda da China", disse.

Casos que, no entanto, não passaram de suspeitas e foram, por isso, excluídos de observação médica.

Esses casos não foram validados [como vírus], não passaram pelo crivo médico", confirmou a responsável.

Graça Freitas garantiu, também, que em Portugal estão a ser tomadas todas as medidas preventivas e estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde para conter a doença.

Se o risco escalar, teremos de escalar as medidas", assumiu.

Sobre as medidas a aplicar nos aeroportos, designadamente o rastreio de passageiros, Graça Freitas disse que essa medida, para já, não é aconselhada pela Organização mundial da Saúde e que é “uma tarefa do país de origem da doença (China), que tem de rastrear todos os passageiros que possam estar doentes na altura do embarque”.

Depois, há um protocolo com os aviões e com os navios que faz com que um tripulante que detete um doente a bordo comunique ao comandante, que comunica com terra… o rastreio à entrada é só por um período muito curto e, como medida de saúde publica, não é a principal medida que nós podemos ter. Não quer dizer que não a tomemos no futuro [a medida do rastreio de passageiros nos aeroportos], mas, para já, o que vamos fazer, com o Alto Comissariado para as Migrações, é afixar cartazes para que os passageiros, logo no aeroporto, tenham conhecimento de que, se tiverem sintomas e se vierem de uma área afetada, a menos que a sua situação clínica seja muito grave, têm como conselho principal ligar para o SNS24”, explicou.

Graça Freitas sublinhou ainda que a capacidade das autoridades de saúde portuguesas para tratar casos “é boa, das melhores do mundo” e que é preciso “aguardar com tranquilidade a evolução do surto”.