Os hospitais da regi\ao de Lisboa registam, nesta segunda-feira, 344 doentes covid internados em enfermarias e 97 em cuidados intensivos, indicou a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT).

Trata-se de 47,2% do total nacional de internamentos e 59,5% relativamente a UCI.

A região de LVT possui capacidade instalada e além disso, tal como foi demonstrado nos primeiros meses deste ano, o SNS funciona em rede, com a ARSLVT a dar resposta a outras regiões quando é necessário e vice-versa”, afirmou a ARSLVT, em resposta escrita à agência Lusa.

Segundo o relatório das “linhas vermelhas” da pandemia, divulgado na sexta-feira, LVT atingiu 99% do limite de 84 camas em unidade de cuidados intensivos destinadas à covid-19 nesta região, com o registo de 82 doentes internados.

Apesar da capacidade de 84 camas em UCI que consta da análise de risco da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), a ARSLVT garantiu que “os planos de contingência (para enfermaria e UCI) são dinâmicos e ajustáveis às necessidades resultantes da realidade epidemiológica”.

Os hospitais da região continuam a dar resposta a doentes covid e não covid”, reforçou a Administração Regional de Saúde.

Quanto aos dados reportados hoje pelos hospitais da região de LVT, há registo de “344 doentes covid em enfermaria e 97 doentes covid em UCI”, precisou a mesma fonte, sem avançar com informação discriminada por hospital, remetendo a divulgação desses dados para as respetivas unidades hospitalares.

No que diz respeito às UCI, a situação é acompanhada diariamente pela ARSLVT e pela CARMNI (Comissão de Acompanhamento da Resposta Nacional em Medicina Intensiva) e em função dessa análise são tomadas medidas para ajustar a disponibilidade de camas”, informou.

Portugal registou hoje 1.782 novos casos de covid-19 e um novo aumento de doentes internados e em cuidados intensivos.

Hospital Santa Maria com ocupação de 94%

O Hospital de Santa Maria, em Lisboa, regista hoje 39 doentes covid-19 internados em enfermaria e 18 em unidade de cuidados intensivos (UCI), com ocupação de 94% do limite de camas disponíveis, prevendo-se o alargamento da resposta a “curto prazo”.

Fonte do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHLN), que integra o Hospital Santa Maria, disse que o plano de contingência para resposta a doentes covid-19, à data de hoje, tem como capacidade disponível 42 camas em enfermaria e 19 em UCI.

Com prontidão e capacidade de antecipação às necessidades registadas durante a pandemia da covid-19, o Hospital de Santa Maria tem “em curso o alargamento da sua resposta, a curto prazo, em enfermaria e em UCI”, apontando como “muito provável” que o reforço aconteça já durante esta semana.

Em declarações à agência Lusa, fonte do CHLN adiantou que está prevista a abertura de mais uma enfermaria, com 21 camas, que se juntará às duas enfermarias já disponíveis (cada uma com capacidade para acolher 21 doentes), aumentando para 63 o número total de camas.

Relativamente à resposta aos doentes covid-19 em UCI, o reforço da capacidade vai ser “em função das necessidades”.

À data de hoje, o Hospital de Santa Maria contabiliza 39 doentes covid-19 internados em enfermaria, o que representa 92,8% da capacidade disponível, e 18 em UCI, o que corresponde a 94,7% do limite de ocupação, segundo dados do CHLN, ressalvando que “há variações do nível de ocupação ao longo dia”, inclusive devido a altas médicas.

Sobre a idade dos doentes covid-19 internados, o CHLN referiu que “a média é de 55 anos”, especificando que em enfermaria a média é de 59 anos e em UCI é de 50 anos, segundo dados registados na semana passada.

A mesma fonte realçou “o rejuvenescimento da média etária dos internados”, acrescentando que “a maioria são doentes que não foram vacinados”.

Com base em dados acumulados da 4.ª vaga da pandemia, desde o final de maio até ao final da semana passada, fonte do CHLN indicou que, dos doentes internados no Hospital de Santa Maria, 2/3 (66%) não têm qualquer vacina e 1/3 (33%) receberam pelo menos uma dose da vacina, dos quais 5% tinham a vacinação completa com as duas doses, mas ainda não tinham passado duas semanas da inoculação.

Os doentes internados com a vacinação completa, mas sem que tenham passado os 14 dias após a conclusão do esquema vacinal, o que garante maior imunidade, são “casos esporádicos” e que receberam cuidados de saúde em enfermaria.

Sobre a possibilidade de transferência de doentes covid-19 para outros hospitais, no caso de falta de capacidade disponível, fonte do CHLN explicou que o Hospital de Santa Maria é “um hospital recetor”, pelas suas características ao nível de resposta, estando em articulação com outras unidades hospitalares.

O Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte integra ainda o Hospital Pulido Valente, que não recebe doentes covid-19.

Hospitais do Algarve com 50% da capacidade para doentes

Os hospitais do Algarve têm 60 doentes internados em enfermarias covid-19, 13 dos quais em cuidados intensivos, o que representa cerca de 50% da capacidade da fase 2 do plano de contingência, disse hoje fonte do Centro Hospitalar.

Neste momento estamos com 50% da nossa capacidade total de cuidados intensivos destinada para doentes covid, o que não afeta os outros serviços, estando os hospitais em operação normal”, disse à Lusa um dos membros do conselho de administração do Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA), Paulo Neves.

Segundo o responsável, os 50% referem-se à capacidade de camas previstas para a fase 2 do plano de contingência, tendo os hospitais algarvios “ainda margem para aumentar essa capacidade, caso seja necessário”.

Temos um plano de contingência que pode ser ajustado e aumentado em função das necessidades, mas temos a perspetiva da não existência de um aumento substancial de casos da doença”, indicou.

Segundo Paulo Neves, a perspetiva “tem a ver com o número de casos registados em média nos últimos quatro dias, dado que, nesse período, não houve variação sensível no número de internamentos nos hospitais do Algarve”.

A nossa previsão é a de que se mantenha a tendência que se verifica desde o início do mês de pessoas a necessitar de internamento hospitalar, embora estejamos preparados para responder a um eventual aumento de casos graves da doença”, sublinhou.

Na opinião do responsável, “a cobertura vacinal está a ter um papel importante no número de casos graves e de óbitos” relacionados com a doença no Algarve, exemplificando com o número baixo, quatro, de doentes internados em cuidados intensivos a necessitarem de ventilação assistida.

Paulo Neves adiantou que as unidades hospitalares, de Faro, Portimão e de Lagos, geridas pelo CHUA “mantêm todas as atividades clínicas a funcionar normalmente” e ressalvou que “não foram suspensas as férias dos profissionais de saúde”.

Como estamos na fase 2 e mantemos a capacidade, não vamos interromper férias, nem a atividade assistencial, porque temos de tratar de todos os doentes, os covid e não covid”, concluiu.

Alentejo com taxas de ocupação de 32,6% em enfermaria e 28,6% em UCI

Os hospitais do Alentejo registavam, no domingo, uma taxa de ocupação total por doentes com covid-19 de 32,6% em enfermaria e de 28,6% em unidades de cuidados intensivos, revelou hoje fonte da Administração Regional de Saúde (ARS).

Nos hospitais da região Alentejo, à data de 11 de julho, registou-se uma taxa de ocupação em enfermaria de 32,6% e em unidades de cuidados intensivos de 28,6%”, indicou a fonte da ARS do Alentejo, em resposta escrita enviada à agência Lusa.

Segundo a mesma fonte, no domingo, na totalidade das unidades hospitalares da região encontravam-se internados 15 doentes com covid-19 em enfermaria e outros seis em unidades de cuidados intensivos.

A capacidade atual de camas dedicadas à covid-19 é de 46 em enfermaria e 21 em unidades de cuidados intensivos”, sublinhou.

A fonte da ARS do Alentejo assinalou que “a capacidade de resposta será sempre ajustada e tomadas as medidas necessárias” de acordo com a evolução da situação epidemiológica.

Os dados dizem respeito ao Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) e aos hospitais das unidades locais de saúde (ULS) do Litoral Alentejano, Norte Alentejano e Baixo Alentejo.

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