Além das duas vítimas mortais, fonte da GNR confirmou à TVI que há três pessoas desaparecidas após a tragédia que ocorreu na segunda-feira à tarde numa Pedreira, em Borba. São todos do sexo masculino.

Uma das vítimas poderá ser um idoso, de 85 anos, que tinha saído ontem de Alandroal para ir a Vila Viçosa, na sua viatura ligeira. Alerta foi dado pela mulher à GNR. As outras vítimas serão dois homens residentes em Bencatel, na casa dos 50 anos, que estariam ambos numa carrinha de caixa aberta.

A TVI apurou, também, que as testemunhas do incidente terão visto três carros e não dois, apontando para três viaturas de cores diferentes - azul, cinzenta e branca.

O corpo de uma das vítimas mortais, um dos trabalhadores da retroescavadora, foi já retirado pelas autoridades, operação que decorreu ao início da tarde.

Recorde-se que uma estrada abateu e o deslizamento de terras para uma pedreira provocou dois mortos e vários desaparecidos.

O deslizamento de um grande volume de terra na estrada entre Borba a Vila Viçosa, no distrito de Évora, provocou a deslocação de uma quantidade muito significativa de rochas, de blocos de mármore e de terra para o interior da pedreira pelas 15:45 de segunda-feira.

Segundo o comandante distrital de operações de socorro de Évora, José Ribeiro, estão confirmados dois mortos, operários da empresa que explora a pedreira.

As autoridades procuram ainda um número indeterminado de vítimas, cujas viaturas em que seguiam terão sido arrastadas para o interior da pedreira.

As autoridades de socorro destacaram a "complexidade" das operações em curso, sublinhando que vão ser "morosas e difíceis".

O Ministério Público instaurou, entretanto, “um inquérito para apurar as circunstâncias que rodearam a ocorrência”, referiu a Procuradoria-geral da República, em resposta enviada à agência Lusa.

Chuva dificulta operações

A chuva complicou, esta terça-feira, as operações de resgate das vítimas mortais do deslizamento de terras para uma pedreira em Borba (Évora), tendo as autoridades procurado, de tarde, restabelecer a eletricidade, constatou a agência Lusa no local.

Durante a tarde, na zona a que os jornalistas podem aceder, situada a algumas dezenas de metros do posto de comando da Proteção Civil montado para as operações de resgate na pedreira, foi possível observar trabalhos que visaram restabelecer a eletricidade na zona, cortada desde segunda-feira.

A energia elétrica que existe nessa área é proveniente de geradores e, observou a Lusa, ao longo da tarde, foram transportados para o “teatro de operações” mais alguns desses aparelhos.

Além disso, foram transportadas para o local mangueiras para extrair água do fundo da pedreira, as quais estão a ser desenroladas com a ajuda de maquinaria pesada e com o apoio de funcionários da câmara e de outras entidades.

As condições climatéricas, constatou a Lusa, nem sempre foram favoráveis às autoridades, pois, ao longo da tarde, foram registados períodos de chuva, por vezes intensa, levando à interrupção voluntária dos "complexos" trabalhos.

Ainda assim, a chuva não afastou os curiosos do local. Algumas pessoas têm passado pela zona onde se encontram os jornalistas, mas não se conseguem aproximar do sítio do posto de comando, nem da pedreira, já que o acesso está cortado pelas autoridades.