Mais uma reunião, nova falta de consenso. Os sindicatos de professores encontraram, na reunião desta terça-feira, uma “parede de intransigência” nas negociações com o Governo para a recuperação do tempo de serviço. Uma coisa deixam claro: vão lutar até ver as suas revindicações atendidas.

Durante cerca de uma hora, dez organizações sindicais estiveram reunidas com responsáveis do Ministério da Educação para voltar a discutir a recuperação do tempo de serviço congelados: os professores a exigir nove anos, quatro meses e dois dias e a tutela a recusar-se a alterar a sua proposta inicial de devolver dois anos, nove meses e 18 dias.

No final do encontro, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, acusou o Governo de intransigência nas negociações, explicando aos jornalistas que os sindicatos voltaram a apresentar uma nova proposta, que passava por acrescentar à proposta do Governo uma alínea que permitisse no futuro negociar o tempo e o modo dos cerca de seis anos que os sindicatos acusam a tutela de não os querer contabilizar, conseguindo assim a recuperação dos cerca de nove anos que os professores vêm exigindo.

Mário Nogueira lembrou ainda a proposta de recuperação integral do tempo de serviço tal como aconteceu com os docentes da Madeira que vão recuperar todos os anos congelados num período que termina em 2025.

Perguntas e respostas sobre este braço de ferro

Recorde-se que, a 5 de dezembro, os professores saíram de outra reunião com a tutela considerando "um absurdo", "uma verdadeira anedota" esse último encontro, porque não trouxe nada de novo na contagem do tempo de serviço dos professores.

O Governo decidiu, no dia seguinte, adiar a decisão sobre o tempo de serviço. Na retomada de negociações, esta terça-feira, parece que ainda não é desta que há fumo branco.