A empresa tecnológica Facebook explicou, depois de restaurados os seus serviços, na segunda-feira à noite, que "a causa principal da interrupção foi uma alteração de configuração defeituosa".

O Facebook procura, agora, apurar a existência de danos não visíveis, dizendo não haver, neste momento, “provas de que os dados dos utilizadores tenham sido comprometidos como resultado" do apagão, que impediu o acesso ao Facebook, Instagram, WhatsApp e Messenger durante cerca de sete horas.

"Pessoas e empresas em todo o mundo dependem de nós para se manterem ligadas. Pedimos desculpa aos que foram afetados", assumiu o grupo na rede social Twitter, antes de restaurado o serviço nas suas aplicações.

A riqueza pessoal de Mark Zuckerberg caiu mais de seis mil milhões de dólares (mais de cinco mil milhões de euros), depois de terem sido registados vários problemas nas principais plataformas da empresa tecnológica.

De acordo com a agência de informação financeira Bloomberg, Mark Zuckerberg desceu um degrau na lista dos mais riscos do mundo, devido à paralisação global que afetou Facebook, Messenger, Instagram e WhatsApp.

Em 13 de setembro, o The Wall Street Journal começou a publicar uma série de histórias com base em documentos internos da rede social, mostrando que o Facebook conhecia os problemas causados pelos seus produtos, como os malefícios do Instagram para a saúde mental dos adolescentes e a desinformação sobre o ataque ao Capitólio dos Estados Unidos.

Os relatórios, relativizados pelo Facebook em público, chamaram a atenção de congressistas e, na segunda-feira, uma ex-funcionária da empresa assumiu-se como sendo a denunciante do caso à imprensa.

Em resposta, o Facebook sublinhou que os problemas das suas plataformas, incluindo a polarização política, não são causados apenas pela tecnologia.

A paralisação registada nas redes sociais da empresa não afetou apenas Mark Zuckerberg.

Numa "estimativa aproximada", a organização não governamental NetBlocks, que se dedica à cibersegurança, calculou que a economia global está a perder 160 milhões de dólares (cerca de 138 milhões de euros), devido à diminuição de receita de Facebook, Instagram, Messenger e WhatsApp.

A economia mundial perdeu mais de 950 milhões de dólares (cerca de 819 milhões de euros), na sequência de mais de seis horas de problemas técnicos na empresa de Mark Zuckerberg.

Em Portugal, os problemas nas plataformas começaram a ser sentidos pelas 16:30 (hora de Lisboa) de segunda-feira, tendo ficado resolvidos a partir das 23:00.

Agência Lusa / CM