O número de vítimas mortais da pandemia Covid-19 em França aumentou para 1.995 tendo sido registadas 299 mortes desde o último balanço feito pelas autoridades, avança a Reuters que cita o Ministério de Saúde francês.

De acordo com o diretor-geral da Saúde francês, Jérôme Salomon, há já 32.964 casos de coronavírus confirmados no país. O último balanço dava conta de 29.155 pessoas infetadas em território francês.

Dos casos confirmados, 15.732 estão hospitalizados e  3.787 estão em estado grave nos cuidados intensivos. Um terço dos pacientes internados tem menos de 60 anos e 42 doentes têm menos de 30 anos.

O diretor-geral da Saúde pediu mesmo aos mais jovens e aos adultos entre os 40 e os 50 anos que apresentem sintomas benignos "a não perderem tempo" e fazerem uma teleconsulta ou mesmo ligarem para o número de urgência caso tenham dificuldades respiratórias.

Segundo os meios de comunicação franceses, a jovem de 16 anos cuja morte foi anunciada na quinta-feira pelas autoridades não teria quaisquer antecedentes de outras doenças, praticando regularmente desporto.

Jerôme Salomon recordou que "a situação é cada vez mais crítica em certas regiões" no país devido à falta de camas de cuidados intensivos e que a transferência de doentes com casos graves vai continuar entre elas.

Quanto aos óbitos, 85% das vítimas são doentes com mais de 70 anos de idade. Já o número de pessoas curadas é de 5.700.

Quarentena prolongada

Esta sexta-feira, o primeiro-ministro francês, Édouard Philippe, anunciou a continuação da quarentena por mais duas semanas a partir da próxima terça-feira, estendendo-se assim até 15 de abril.

"É claro que estamos apenas no início da vaga epidémica [...]. E, por isso, com o acordo do Presidente da República, anuncio hoje a renovação do período de confinamento por duas semanas suplementares", disse Philippe, dando ainda a entender que este período pode voltar a ser prolongado caso haja necessidade.

Durante esse período, as regras a aplicar serão as mesmas que atualmente, assim como as motivações para sair de casa - trabalho, compras ou farmácia, idas ao médico em urgência, auxílio à família, curtas saídas para exercício físico e ainda intimações por parte das autoridades.

Para circularem na via pública, os franceses precisam de se fazer acompanhar de uma declaração, disponível no site do ministério do Interior, que eles próprios preenchem e onde justificam a saída, declarando por sua honra que não estão a violar as regras em vigor, e que terão de mostrar se abordados pelas autoridades.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou cerca de 540 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 25 mil.

O continente europeu, com mais de 292 mil infetados e quase 16 mil mortos, é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 9.134 mortos em 86.498 casos registados até quinta-feira.

A Espanha é o segundo país com maior número de mortes, registando 4.858, entre 64.059 casos de infeção confirmados até hoje, enquanto os Estados Unidos são desde quinta-feira o que tem maior número de infetados (mais de 94 mil).Os países mais afetados a seguir a Itália, Espanha e China são o Irão, com 2.378 mortes reportadas (32.332 casos), a França, com 1.995 mortes (32.964 casos), e os Estados Unidos, com 1.438 mortes.

Andreia Miranda / com Lusa