René Hasee, um rapaz de nacionalidade alemã, desapareceu em Aljezur a 21 de junho de 1996. Com os novos desenvolvimentos no caso de Madeleine McCann, um investigador alemão ligou ao pai de René, para lhe dizer que o caso do desaparecimento do filho iria ser reaberto. Este é mais um caso de desaparecimento de uma criança que ficou esquecido e por explicar ao longo dos últimos 24 anos.

Eu não recebia notícias da polícia há quase 20 anos (…) Disseram-me que iam voltar a olhar para o caso do meu filho, porque poderia haver um conexão entre o desaparecimento de René e de Madeleine”, disse Andreas Hasee, o pai, a um jornal alemão.

René desapareceu sem deixar rasto enquanto passeava com a mãe e o companheiro na altura numa praia à noite. De acordo com os depoimentos, a criança ter-se-á despido para entrar na água e foi neste instante que o perderam de vista e nunca mais o encontraram. Hasee chegou a acreditar que o filho se poderia ter afogado, apesar de nenhum indício ter apontado para esse cenário. O corpo nunca foi encontrado.

Mas os casos ligados a Christian Brueckner não ficam por aqui. De acordo com o jornal britânico The Guardian, o ministério público alemão acredita que o predador sexual pode estar envolvido no desaparecimento de Inga Gehricke, uma menina que tinha apenas cinco anos quando foi dada como desaparecida a 2 de maio de 2015, na Alemanha.

Os mais recentes desenvolvimentos surgiram nos últimos dias, quando a polícia britânica anunciou que tinha recebido cerca de 400 novas informações, depois de, em conjunto com a Polícia Judiciária portuguesa e a polícia alemã, ter constituído Christian Brueckner como suspeito formal do desaparecimento de Madeleine McCann.

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Brueckner, de 43 anos, está a cumprir uma pena de sete anos na cidade de Kiel, na Alemanha, pela prática de um crime de violação contra uma mulher norte-americana, de 72 anos, num resort na Praia da Rocha, Portimão, em 2005.

Terá vivido no Algarve, na região de Lagos, entre 1995 e 2007 e tem no cadastro crimes de abuso sexual de menores, violação, pedofilia.

Cláudia Évora