Subiu para 135 o número de vítimas mortais depois da forte explosão que atingiu a cidade de Beirute, no Líbano, na tarde de terça-feira.

De acordo com o último balanço feito por Hamad Hasan, ministro da Saúde libanês, à televisão Al Manar, o número de feridos situa-se, agora, à volta dos 5.000. 

Fala-se também em dezenas de desaparecidos. 

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A Cruz Vermelha libanesa pediu à população doações de sangue, tendo sido abertos vários postos de recolha em Tripoli, Jounieh, Antelias, Spears, Zale, Sida e Nabatieh. 

Hamad Hasan explicou, na terça-feira, que a explosão ocorreu num navio que transportava material pirotécnico, junto a vários armazéns que guardavam explosivos e produtos químicos, entre eles, nitrato de sódio, um composto químico muito inflamável. Daí existir o relato de várias explosões. Mas, o que se sabe até ao momento, é que se trata de uma única explosão grande, que resultou em várias outras detonações.

A explosão foi ouvida e sentida em várias zonas da cidade. Os vidros das janelas de muitas casas e lojas partiram-se e algumas varadas chegaram mesmo a colapsar.

O Governo libanês decretou, esta quarta-feira, o estado de emergência por duas semanas em Beirute, na sequência desta tragédia.

O anúncio da decisão foi feito numa conferência de imprensa pelo ministro da Informação libanês, Manal Abdel Samad, adiantando que entrará em vigor, imediatamente, “um poder militar supremo” para garantir a segurança na capital.

Cláudia Évora