O acordo de saída do Reino Unido da União Europeia conseguido pela primeira-ministra britânica já foi chumbado três vezes pelo parlamento, mas Theresa May não desiste da opção de uma saída com acordo.  

Numa declaração feita esta terça-feira, depois de uma reunião do conselho de ministros de sete horas, May afirmou que vai pedir mais uma extensão do artigo 50, ou seja, um novo alargamento do prazo de saída.

Sei que há muitas pessoas que estão cansadas dos atrasos e das constantes discussões e, por isso, preferiam sair sem acordo na próxima semana", admitiu, afirmando, contudo, que "sair com um acordo é a melhor solução".

A primeira-ministra britânica explicou que o objetivo é que o alargamento seja "tão curto quanto possível" e termine assim que o acordo for fechado.

Theresa May mostrou-se disponível para se reunir com o líder da oposição, Jeremy Corbyn, para elaborarem um plano para uma saída com acordo. Mas sublinhou que esse plano tem de incluir os pontos do acordo que ela própria elaborou com Bruxelas.

Depois de chegar a um consenso com Corbyn quanto ao acordo, o documento seria submetido à aprovação do parlamento, com vista a ser discutido já na reunião do Conselho Europeu da próxima semana.  

May pretende que o processo esteja concluído até dia 22 de maio, para que o Reino Unido já não tenho de participar nas eleições para o Parlamento Europeu, que acontecem entre 23 e 26 de maio.

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, já reagiu e parece estar disponível para um novo alargamento do prazo de saída.

Mesmo que, depois de hoje, não saibamos qual será o resultado final, vamos ser pacientes", escreveu no Twitter.

 

O líder trabalhista aceitou a proposta de Theresa May. Em declarações à Press Association, Jeremy Corbyn disse que está "muito feliz" por poder encontrar-se com a primeira-ministra britânica e delinear um plano para que o Reino Unido saia da União Europeia com acordo. 

Vamos encontrar-nos com a primeira-ministra. Reconhecemos que ela criou um movimento. E reconheço também a minha responsabilidade de representar as pessoas que apoiaram o Partido Trabalhista nas últimas eleições e mesmo aquelas que não apoiaram mas que querem certeza e segurança para o futuro. Essa é a base sobre a qual nos reuniremos com Theresa May e discutiremos a melhor opção", afirmou.