O primeiro-ministro defendeu esta terça-feira que o "alerta vermelho" dado pelo relatório da ONU sobre o clima "confirma o acerto" da "prioridade estratégica" do Governo, apontando a necessidade de atingir a neutralidade carbónica em 2050.

"Alerta vermelho da ONU [Organização das Nações Unidas] confirma o acerto da nossa prioridade estratégica. Fomos os primeiros, logo em 2016, a comprometer-nos com a neutralidade carbónica em 2050. O percurso até 2030 é decisivo", lê-se numa mensagem de António Costa na rede social 'Twitter'.

O primeiro-ministro aponta ainda para medidas como "mais eficiência energética e energia renovável; investir na economia circular, no uso eficiente da água e na mobilidade sustentável; reformar a floresta e liderar a agenda dos Oceanos".

"Em suma, cumprir o programa do @govpt [Governo], executar o Roteiro Neutralidade Carbónica 2050", conclui.

No sexto relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), divulgado esta segunda-feira,os cientistas preveem que a temperatura global subirá 2,7 graus Celsius em 2100, se se mantiver o atual ritmo de emissões de gases com efeito de estufa.

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Em todos os cenários considerados pelos peritos - do mais otimista ao mais pessimista -, a temperatura global ultrapassa os 1,5 graus centígrados, em comparação com a era pré-industrial, até 2030, ou seja, 10 anos antes da estimativa anterior do IPCC, feita há três anos.

No documento, os cientistas alertaram também que os efeitos do aquecimento global vão perdurar “séculos ou milénios” e resultam inequivocamente de responsabilidade humana.

O relatório é divulgado poucos meses antes da realização da 26.ª Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (COP26) e num momento em que as notícias de países afetados por vagas de calor, incêndios ou inundações têm marcado a atualidade.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, já disse que este relatório sobre o clima é um "alerta vermelho" que deve fazer soar os alarmes sobre as energias fósseis que "destroem o planeta".

Agência Lusa / RL