Foi à chegada ao Conselho Nacional do PSD, que se reúne esta quinta-feira, em Lisboa, que Rui Rio acusou aqueles que o criticaram, por querer adiar as diretas, de estarem a "destruir tudo" o que o partido conseguiu nas autárquicas.

Eu lamento profundamente que o partido tenha chegado a este estado que, depois de umas eleições autárquicas em que não averbamos uma vitória aritmética, mas averbamos uma vitória política (…) no espaço de 15 dias já estejam a tentar destruir tudo aquilo que o partido conseguiu", disse em declarações aos jornalistas. 

Dizendo não se estar a referir em concreto a Paulo Rangel, Rio foi mais longe e disse que só consegue entender esta guerra como um "assalto ao poder" em que há quem prefira meter os interesses pessoais à frente dos interesses do país. 

Resolvi fazer essa sugestão que, de imediato, fizeram uma guerra que eu não entendo. Só entendo desta forma: como se vê que o PSD está a subir, que o PSD até pode ganhar eleições legislativas, há um assalto ao poder daqueles que põem o seu interesse pessoal à frente daquilo que é o interesse do país e o interesse do PSD"

O atual presidente do PSD voltou a dizer que não vai anunciar, para já, se é ou não recandidato à liderança do partido nas próximas diretas. A justificar está a eminência de uma crise política. 

Porque aquilo que eu entendo é que nós estamos na eminência em Portugal de poder ter uma crise política grave, o orçamento pode não passar, significa que pode haver eleições legislativas antecipadas e eu acho que qualquer português, que qualquer militante do PSD entende que é prudente nós aguardarmos pela votação do orçamento". 

Já deu entrada na mesa do Conselho Nacional uma proposta formal da Comissão Permanente para se adie a votação do calendário interno no partido para depois da votação do Orçamento do Estado.

Sobre a candidatura de Paulo Rangel, Rio disse apenas: "não vou comentar". 

direção do PSD vai propor a realização de eleições internas no dia 4 de dezembro. Caso haja segunda volta, esta realizar-se-á uma semana depois, ou seja, dia 11. 

Cláudia Évora