Matthias Schmelz, o milionário alemão que está a ser investigado pela Polícia Judiciária (PJ) por suspeitas de pagar por orgias com grupos de raparigas menores, conforme a TVI revelou há uma semana, tinha um esquema montado ao mais ínfimo pormenor. 

O milionário contava com uma menor de 15 anos para a angariação de outras jovens para os encontros sexuais. As raparigas eram abordadas e recrutadas na Escola Secundária de Vergílio Ferreira, em Telheiras, Lisboa, mas também através da rede social Instagram. 

As denúncias, numa primeira fase, partiram das vítimas, que revelaram às mães aquilo que se estaria a passar dentro das portas daquele estabelecimento.

Uma rapariga, de apenas 15 anos, fazia convites a outras colegas para terem sexo com um homem mais velho. Há uma semana, a TVI revelou que o Ministério Público tinha suspeitas de que Matthias Schmelz pagaria fortunas para ter orgias com adolescentes, em Cascais, na sua casa.

A alegada angariadora aproveitou a enorme popularidade que ganhou no Instagram, onde tem milhares de seguidores, para estabelecer contactos e aliciar outras menores para encontros sexuais a três. A proposta era simples e direta: uma tarde de "sexo sem qualquer proteção". 

Schmelz gastava 500 euros por cada rapariga angariada: 400 euros para as jovens e 100 euros ficariam com a angariadora em forma de comissão. 

O processo era simples e discreto. As menores que estivessem interessadas só tinham de fazer o pedido online para seguir Matthias Schmelz no Instagram, e este, a partir daí, avaliava as jovens pelas fotografias publicadas na mesma rede social. Caso estivesse interessado, enviava um pedido para as seguir de volta. Este era o sinal de interesse mútuo e de consumação do negócio. 

A investigação levada a cabo pela PJ, que já conta com cerca de 10 menores referenciadas, concluiu que o milionário alemão, de 57 anos, se dedicava a esta prática quase diariamente. Este negou todos os crimes de que é suspeito, mas admite que tem uma namorada jovem e que esta está grávida