A morte de Rafael Costa, aos 19 anos, ocorreu num contexto de guerra entre dois grupos rivais da Amadora: o “200 Niggas”, da Cova da Moura, a que pertencia a vítima, e o ITF, do Casal da Mira, de que fazem parte os quatro suspeitos detidos.

Mais concretamente, sabe a TVI, o crime das Laranjeiras, na quarta-feira, terá sido uma vingança pelo homicídio de um jovem de 17 anos, há quase um ano, na Amadora.

Essa vítima perdeu a vida, em dezembro de 2020, no bairro do Casal da Mira, onde vivia. Trata-se de um processo que ainda corre termos no Ministério Público da Amadora, sem detidos nem resolução à vista – e, agora, o crime das Laranjeiras visou não só vingar esse episódio mas também o facto de Rafael, há uns meses, ter esfaqueado um dos atuais suspeitos da sua morte. 

Dia 19, terça-feira, os suspeitos Pedro Lopes, Cristiano Silva, Leonardo Barbosa e Denilson Martins – conhecidos por ‘Bunga’, ‘Cris’, ‘Leo’ e ‘Dee’ – combinaram emboscar Rafael em Lisboa no dia seguinte, pela hora de almoço. Sabiam que a vítima frequentava a escola profissional “Academia de Software”, na zona das Laranjeiras, há apenas três dias, e esperaram-na à porta do metro, cobrindo as duas entradas. Rafael chegou acompanhado por três colegas e Pedro Lopes agarrou-o por um braço, afirmando: “Eu não disse que te apanhava?”.

Nessa altura, Rafael reagiu atingindo o rival com um murro – e foi então que Leonardo lhe desferiu dois golpes de faca na zona torácica. A vítima cambaleou até à plataforma do metro, onde acabou por morrer. 

Antes, os quatro agressores roubaram um telemóvel iPhone da mochila da vítima, e fugiram em direção ao Lumiar. Aí, Leonardo escondeu a faca de mato dentro de um armário nas escadas de um prédio. Depois seguiram para o bairro do Casal da Mira, onde esconderam o telemóvel da vítima no parapeito de uma janela de casa de um deles. Acabaram todos detidos pela Polícia Judiciária no espaço de 24 horas.

A TVI sabe ainda que Cristiano, um dos envolvidos, é suspeito de uma série de assaltos no metro de Lisboa

Henrique Machado