A afluência dos eleitores para as eleições autárquicas às urnas até às 12:00 horas é de 20,94%, segundo informa o indicador da Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna.

Esta é uma percentagem que fica abaixo daquilo registado em 2017, altura em que 22,1% dos eleitores votaram até ao meio-dia para eleger os representantes do poder local.

De salientar que em 2017 a abstenção final nas eleições autárquicas situou-se nos 45%. Um número alto e que tem vindo a preocupar grande parte dos candidatos e líderes políticos que este domingo de manhã fizeram múltiplos apelos para que a população saia de casa e vote.

Foi o caso de António Costa, que realçou a importância do voto num momento de "grande crise" e de Rui Rio que afirmou que a abstenção é um ato antidemocrático

Em Lisboa, Carlos Moedas usou o exemplo do seu pai para reiterar a felicidade de ver a democracia em funcionamento e Fernando Medina expressou o desejo de reduzir a abstenção, sublinhando que “quem não vota está a colocar o seu futuro na mão de outros".

Há quatro anos a abstenção diminuiu e políticos saudaram "bom sinal"

Em 2017, pouco mais de metade dos eleitores votaram para as autarquias locais, mas a taxa de abstenção diminuiu em relação ao máximo histórico das autárquicas anteriores, para 45%, o que foi saudado como um bom sinal.

Dos 9,4 milhões de eleitores inscritos, contaram-se 5.173.063 de votos, o que se traduziu numa taxa de abstenção de 45%, a segunda mais alta em 12 eleições autárquicas desde 1976, mas que representou uma queda em relação a 2013, ano em que a abstenção se situou nos 47,4 %.

Este domingo são chamados a ir às urnas 9.306.120 eleitores, e quando esta noite começarem a ser conhecidos os vencedores e vencidos de mais um ato eleitoral, o país vai estar também a olhar para a abstenção, que nas últimas décadas cresceu praticamente a cada eleição autárquica.   

A última vez que os portugueses votaram para as autarquias locais foi em 2017 e, nesse ano, aumentou a participação eleitoral, interrompendo a tendência de agravamento da abstenção, que se situou nos 45%. Na altura, os partidos foram unânimes em saudar o ‘feito’ e consideraram que a descida da abstenção era um bom sinal para a democracia e, potencialmente, um ponto de viragem relativamente à participação eleitoral.

Setúbal ocupou o primeiro lugar entre os distritos e regiões com maior abstenção, com uma taxa de 54,45 %, apesar de ter conseguido melhorar ligeiramente a participação eleitoral em relação a 2013, ano em que foi também líder pela negativa.

Por outro lado, 13 dos 18 distritos ficaram abaixo da média nacional de abstenção, numa lista liderada por Portalegre onde, num universo de 98.782 inscritos, 34.129 eleitores não foram votar, ou seja, 34,55 %.

Nas eleições anteriores, em 2013, estabeleceu-se um novo máximo histórico da taxa de abstenção em autárquicas, que se fixou nos 47,4 por cento. Com cerca de 9,5 milhões de eleitores inscritos (mais 90 mil do que em 2017), apenas 4.998.005 foram às urnas.

Em termos percentuais, foi a taxa de abstenção mais alta em autárquicas desde o 25 de abril, mas em termos absolutos foi também o número de votantes mais baixo desde 1989, quando 4.946.196 portugueses votaram, mas havia quase menos 1,4 milhões de inscritos.

Olhando para as últimas 12 eleições autárquicas, ao longo de 47 anos de democracia, a abstenção aumentou quase sempre e essa tendência começou em 1982, ano em que a taxa foi de 28,6%.

No sufrágio seguinte, em 1985, a abstenção fixou-se nos 36,1% e em 1989 subiu novamente para os 39,1%.

Já na década de 90, a percentagem de abstencionistas melhorou ligeiramente, com 36,6 por cento em 1993, mas voltou a aumentar em 1997 para 39,9%, mantendo-se a mesma percentagem em 2001.

Em 2005, o nível de abstenção desceu apenas algumas casas decimais, com 39%, para voltar a subir em 2009 até aos 41% e, nas eleições seguintes, atingir um novo máximo histórico.

As eleições autárquicas realizam-se com 9.306.120 eleitores inscritos para votar em 308 municípios, com mais de 20 partidos na corrida e candidaturas de grupos de cidadãos em 64 concelhos.

Há quatro anos, o PS foi o grande vencedor e conquistou 161 câmaras, duas das quais em coligação, superando o melhor resultado de sempre do ano anterior. Já o PSD, voltou a piorar o resultado em autárquicas, ao ganhar em 98 municípios (79 conquistadas sozinho, 19 em coligação), menos oito em relação a 2013.