João Loureiro convidou pessoalmente os empresários Bruno Macedo, que representava e acompanhava o jogador do Benfica Lucas Veríssimo, e Bruno Carvalho Santos a viajar para Portugal no avião privado onde foram descobertos 500 quilos de cocaína, escreve o Jornal de Notícias, nesta terça-feira.

O convite a Bruno Macedo estendia-se a Lucas Veríssimo, tal como a oferta a Bruno Carvalho Santos se estendia ao agente Hugo Cajuda.

Estes quatro nomes constam do manifesto de voo, ainda que nenhum tenha entrado no avião que deveria ter deixado o Brasil no passado dia 7. Também nenhum dos visados foi ouvido pelas autoridades brasileiras.

O antigo presidente do Boavista confirmou ao JN que fez dois convites diretos, mas sem avançar nomes.

Apenas posso garantir que, dos quatro passageiros previstos ligados ao futebol, em apenas dois deles fui eu quem solicitou à companhia de aviação [Omni] a possibilidade de viajarem no voo em causa. E fi-lo apenas porque tal me foi solicitado, dado não haver voos diretos para Portugal. É isso, aliás, que consta exatamente do meu auto de declarações", justificou.

João Loureiro insistiu, uma vez mais, que não está implicado no caso de tráfico de droga, considerando que a lista de passageiros desvia as atenções do que é essencial.

Essa lista de passageiros, onde estou incluído, desvia as atenções de quem organizou toda a situação. De uma coisa estou certo, nada tenho a ver com o assunto", garantiu João Loureiro, acrescentando que não conhece o outro português que estava no manifesto de voo, Paulo Saturnino Cunha.

De acordo, ainda, com o JN, este voo privado terá custado cerca de 150 mil euros.

Na semana passada, a Polícia Federal do Brasil apreendeu meia tonelada de cocaína escondida num avião particular que pretendia voar de Salvador para Portugal após o piloto da aeronave comunicar problemas nos comandos de voo da aeronave.

Mecânicos foram ao avião para verificar o problema, descobriram parte da droga e relataram à Polícia Federal.

Com o apoio de especialistas criminais federais e cães treinados para detetar drogas da Polícia Civil, foram encontrados na aeronave outros esconderijos onde estava o resto da droga", informou a Polícia Federal em nota.

A droga tinha sido dividida em embalagens com indicação de marcas desportivas famosas.

Embora não tenha produção própria de cocaína, o Brasil é um importante intermediário nas rotas de embarque para a Europa da droga produzida nos países andinos.

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Redação / CM