Christian Brueckner, suspeito formal do desaparecimento de Madeleine McCann, pode ser libertado na próxima semana.

A defesa do pedófilo alemão pediu a sua libertação (condicional), depois de ter cumprido dois terços da pena de 21 meses de prisão a que foi condenado por tráfico de droga.

A decisão está nas mãos do Tribunal Federal de Karlsruhe.

Em dezembro, Christian Brueckner também foi condenado a sete anos de prisão por violação de uma cidadã norte-americana, de 72 anos, na Praia da Luz, no Algarve, em 2005, mas a sua defesa recorreu da sentença, que está, por isso, suspensa até nova deliberação. Durante o julgamento, Brueckner negou sempre as acusações.

Os advogados do alemão, de 43 anos, aguardam, ainda, uma decisão do Tribunal de Europeu de Justiça, depois de terem apresentado queixa relativamente às falhas no cumprimento do Mandado de Detenção Europeu.

Em 2011, Christian Brueckner foi condenado a 21 meses de prisão por tráfico de droga e estava em parte incerta até ser detido em 2018, em Itália, de onde foi extraditado para a Alemanha.

O Ministério Público alemão está, segundo a imprensa britânica, a tentar evitar a libertação do suspeito.

Christian Brueckner esteve preso por duas vezes em Portugal. Primeiro em 1999, em Évora, por pequenos furtos, e depois em 2006, por roubo de combustível no Algarve. Seria libertado cinco meses antes do desaparecimento de Maddie.

O suspeito formal do rapto da menina inglesa de três anos terá vivido no Algarve entre 1995 e 2007 e registos telefónicos colocam-no na área da Praia da Luz no dia em que Maddie desapareceu.

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Catarina Machado