Beyoncé utilizou o Instagram para exigir justiça pela morte de George Floyd. A cantora norte-americana pediu aos mais de 140 milhões de fãs, que a seguem na rede social, para não deixarem passar sem consequências o que diz ser um “homicídio sem sentido”.

Beyoncé sugeriu aos utilizadores que assinem as petições partilhadas no site da cantora, que procuram dar algum reconforto após a trágica morte George Floyd. O principal objetivo é punir Derek Chauvin, o agente da polícia de Minneapolis, envolvido na ocorrência.

“Precisamos de justiça pelo George Floyd. Todos assistimos ao seu homicídio em plena luz do dia. Estamos tristes e enojados, não podemos normalizar esta dor. Não estou só a falar para pessoas de cor. Se és branco, negro, ou qualquer coisa no meio, tenho a certeza que te sentiste impotente pelo racismo que continua a vigorar nos Estados Unidos neste momento. Não queremos mais homicídios sem sentido de seres humanos”, apelou Beyoncé.

Beyoncé diz que quem se sente indignado com o facto de mais um homem afro-americano ter sido morto por um agente caucasiano não deve ignorar este “homicídio violento”.

Não podemos continuar a desviar o olhar. George é toda a nossa família e humanidade. É a nossa família porque é americano. Já existiram demasiadas ocasiões que vimos estes homicídios violentos passarem sem qualquer consequência. Sim, alguém foi acusado, mas a justiça está longe de ter sido alcançada. Por favor assinem esta petição e continuem a rezar pela paz, compaixão e por uma cura para o nosso país. Muito obrigado”, culminou a cantora norte-americana.

George Floyd foi morto, na passada segunda-feira, por um agente caucasiano da polícia de Minneapolis, Derek Chauvin. A vítima mortal ficou sob custódia depois de, alegadamente, ter tentado utilizar uma nota falsa de 20 dólares par fazer uma compra.

O agente esteve durante oito minutos e 46 segundos com o joelho sobre o pescoço de Floyd, enquanto este exclamava: “Não consigo respirar”.

No local, quem assistia implorou a Derek Chauvin que parasse, o que assumiam ser um abuso de força policial. Tal não chegou a acontecer.

George Floyd acabou por morrer pouco depois. Asfixia foi declarada como a causa da morte e Derek Chauvin foi mesmo acusado de homicídio de terceiro-grau.

Nos Estados Unidos da América, seguiu uma onda de revolta com pessoas e manifestações na rua. Depois de edifícios queimados, manifestações e algumas cenas de pilhagem, o temas “racismo” e "abusos policiais" voltaram a estar em destaque na agenda norte-americana.

Esta será a sétima noite consecutiva de tumultos, em várias das principais cidades norte-americanas. Uma revolta que acontece no meio de um surto pandémico e que poderá vir a ter um impacto no número de infetados com Covid-19.

Nuno Mandeiro