Chegou o dia em que todos os portugueses vão decidir se renovam a confiança em Marcelo Rebelo de Sousa ou se a Presidência da República vai ser assumida por um dos restantes seis candidatos: Ana Gomes, André Ventura, João Ferreira, Marisa Matias, Tiago Mayan ou Vitorino Silva.

As urnas abriram às 08:00 e tem até às 19:00 deste domingo para tomar essa decisão e expressá-la no boletim de voto. Mas nunca é demais relembrar que no papel vai encontrar o nome de nove figuras, sendo que uma delas, na verdade, não poderá ir a votos: Eduardo Baptista. Saiba ainda que se votar neste nome, o seu voto contará como nulo.

Onde votar?

Se não sabe o local onde tem de ir votar, existem duas formas de se informar:

1. Consultar o site www.recenseamento.mai.gov.pt e preencher o formulário (número de identificação civil e a data de nascimento;

2. Enviar um SMS sem qualquer tipo de custo para o 3838 e escrever: RE, número do Bilhete de Identidade/Cartão de Cidadão e a data de nascimento. Exemplo: RE 12345678 20210124.

Posso votar com o cartão de cidadão caducado? Sim.

Os cidadãos que tenham o cartão de cidadão cuja validade tenha expirado a partir de 24 de fevereiro de 2020, podem votar em território nacional ou no estrangeiro, sem que seja preciso apresentar um documento comprovativo do agendamento da renovação do documento.

De acordo com as medidas excecionais e temporárias de resposta à situação pandémica, os cartões de cidadão cuja validade tenha expirado a partir de dia 24/02/2020 continuam a ser aceites, para todos os efeitos legais, até 31 de março deste ano.

A mesa de voto aceitará a apresentação de um cartão de cidadão nestas circunstâncias como meio de identificação do eleitor.

Não votei antecipadamente no dia 17, posso votar hoje? Sim.

O voto antecipado em mobilidade para as eleições presidenciais foi a escolha de muitos eleitores no último domingo, dia 17. Por essa razão, formaram-se longas filas em vários pontos do país, o que levou muitos eleitores a desistir de votar.

Se é o seu caso, saiba que o pode fazer hoje e não precisa de apresentar qualquer justificação.

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Emigrantes votam em 171 meses de mais de 170 países

Os emigrantes portugueses começaram a votar no sábado e o prazo termina este domingo. Podem fazê-lo em 171 mesas instaladas em 150 serviços consulares de mais de 70 países.

O total de inscritos nos cadernos eleitorais em território nacional é de 9.314.947 e no estrangeiro é de 1.550.063, segundo uma informação do Ministério da Administração Interna.

O que é que tenho de levar para ir votar?

Uma vez que estas eleições presidenciais se realizam em plena epidemia de covid-19, e estando Portugal a enfrentar a pior fase de sempre, o 'kit presidenciais' é um bocadinho diferente.

Para além do cartão de cidadão, tem de levar uma caneta de casa, máscara e gel desinfetante. Talvez não seja má ideia sair acompanhado de um guarda-chuva, uma vez que o sol não vai brilhar.

Para além da campanha contra a abstenção, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) reuniu num vídeo de 40 segundos, os principais cuidados a ter quando for votar:

1. Use máscara;

2. Aguarde a sua vez no exterior;

3. Respeite a distância de segurança de dois metros;

4. Antes de entrar na sala onde vai votar, desinfete as mãos;

5. Siga o percurso assinalado no chão para evitar cruzar-se com outros eleitores. Se não existir sinalização, circule sempre pela direita;

6. À saída da sala, desinfete novamente as mãos. 

Esta é a 10.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia. A campanha eleitoral começou no dia 10 e terminou na passada sexta-feira sob fortes medidas restritivas.

Numa sondagem da Pitagórica para a TVI/Observador, divulgada na sexta-feira, mais de metade dos portugueses concorda que as eleições presidenciais deviam ter sido adiadas.

Contudo, o Ministério da Administração Interna reiterou no sábado que estão garantidas todas as condições sanitárias impostas pelas autoridades de saúde e de fiabilidade do sistema eleitoral.

Concorrem às eleições sete candidatos, Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Marcelo Rebelo de Sousa (PSD e CDS/PP) Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, João Ferreira (PCP e PEV) e a militante do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

Cláudia Évora